
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente dois homens investigados pelo homicídio qualificado de Roberto Carlos Barbosa, ocorrido em 29 de novembro de 2024, no bairro Chapada, em Ponta Grossa. A ação foi realizada pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP).
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 19h57, na Rua Antônio Franke. As investigações apontaram que a vítima foi agredida por um grupo de pessoas após um desentendimento anterior.
Investigação identificou dois suspeitos
Conforme a PCPR, os investigados teriam ido até a residência de Roberto e exigido que ele pedisse desculpas a uma terceira pessoa. Diante da recusa, a vítima teria sido retirada à força da casa e agredida com socos e chutes na região da cabeça.
A polícia informou que o trabalho investigativo reuniu elementos que permitiram identificar dois suspeitos de participação no homicídio.
Um deles utilizava tornozeleira eletrônica na época do crime. De acordo com a investigação, os dados de geolocalização do equipamento indicaram que ele estava no local e horário do homicídio. Ainda segundo a PCPR, após as agressões, o investigado rompeu a cinta do dispositivo de monitoramento.
O segundo homem foi identificado por meio de diligências policiais. A análise de dados de seu celular teria revelado mensagens nas quais ele comentava sobre o assassinato, além de uma fotografia feita logo após o crime em que aparecia seu pé com vestígios de sangue, conforme o relato da polícia.

Um dos investigados já estava preso
A Polícia Civil informou que um dos investigados já se encontrava preso por outros crimes. O novo mandado de prisão preventiva foi expedido em razão da investigação sobre a morte de Roberto Carlos Barbosa.
A corporação também apontou esse homem como suspeito de envolvimento em outro homicídio, ocorrido em 23 de dezembro de 2024. Nesse caso, a vítima foi identificada como Juliano Padilha da Silva Cordeiro, morto com golpes de faca.
Prisões preventivas foram autorizadas pela Justiça
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois investigados, medida que foi autorizada pelo Poder Judiciário.
A PCPR afirma que a ação integra o trabalho de investigação de crimes contra a vida e de identificação dos possíveis responsáveis para que respondam perante a Justiça.
Os dois homens são investigados, e a responsabilização criminal depende do andamento do processo e das decisões judiciais.