
A manhã desta sexta-feira (21) começou com uma ação rigorosa da Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Ponta Grossa. Através da Delegacia do Adolescente, as equipes deflagraram uma operação para investigar um caso de ameaça ocorrido dentro de um colégio estadual da cidade. A ação terminou com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de um jovem de 16 anos, onde um simulacro de arma de fogo (arma falsa) foi localizado.

De acordo com as investigações, o clima de tensão no colégio começou quando o adolescente foi até a instituição de ensino para “tirar satisfação” com outro aluno, com quem já possuía uma desavença antiga (caso que, inclusive, já era investigado pela polícia).
Durante o bate-boca, a diretora do colégio precisou intervir para evitar que a situação terminasse em agressão física. Foi nesse momento que as câmeras de segurança flagraram o adolescente simulando portar uma arma de fogo na região da cintura, o que causou pânico e temor entre os presentes no local.
Histórico de ameaças
O caso fica ainda mais grave. As diligências da Polícia Civil apontaram que, cerca de um mês antes desse episódio, o mesmo adolescente foi até outra instituição de ensino (onde já havia sido matriculado) e ameaçou a diretora do local, afirmando que quebraria o carro da profissional.
Diante da reiteração das condutas e do perigo real de escalada na violência, o Poder Judiciário deferiu o mandado de busca e apreensão, que foi cumprido com sucesso nesta manhã. O adolescente será responsabilizado pelos atos infracionais na Justiça especializada.
Tolerância zero
Para o delegado Fernando Henrique Ribeiro, titular da Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa, a operação deixa uma mensagem clara de que o ambiente escolar deve ser respeitado.
“A escola precisa ser um ambiente de segurança para alunos, professores e profissionais da educação. Ameaças, especialmente quando acompanhadas da utilização de objetos que possam intimidar as vítimas, não serão tratadas como simples brincadeiras ou conflitos escolares”, cravou o delegado. “A Polícia Civil vai investigar, identificar os responsáveis e adotar as medidas necessárias para responsabilização dos envolvidos”, finalizou.