
O Grêmio vive um momento de forte pressão financeira. O clube sofreu um bloqueio preventivo no sistema de registro de atletas após a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) identificar um “Evento de Insolvência”, com base nas regras do novo fair play financeiro brasileiro.
Na prática, a medida não impede o Grêmio de contratar, mas faz com que o registro de novos jogadores dependa de autorização prévia da agência. A decisão ocorreu depois de o clube apresentar à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um plano para quitar cerca de R$ 16 milhões em dívidas, divididas em 23 processos, ao longo de 60 meses.
Para conseguir registrar eventuais reforços, o Grêmio precisa cumprir critérios financeiros estabelecidos pelo regulamento, principalmente relacionados às receitas obtidas com transferências e ao controle da folha salarial. O clube afirma que arrecadou R$ 167 milhões com vendas de jogadores em 2026 e que não pretende fazer novas contratações nesta janela.
Suárez também cobra valores do Grêmio
Além do cenário que resultou no bloqueio, o clube também enfrenta uma cobrança envolvendo Luis Suárez. Segundo informação de Kaliel Dorneles, o presidente Odorico Roman revelou ao Conselho Deliberativo que o atacante uruguaio cobra valores referentes a direitos de imagem que ficaram pendentes após a rescisão antecipada de seu contrato, em dezembro de 2023.
Suárez acionou a CNRD por meio de seus advogados, e o Grêmio já perdeu a disputa em primeira instância. O processo, porém, ainda está em andamento.
A cobrança do uruguaio se soma a outras pendências financeiras enfrentadas pelo clube e reforça o momento delicado vivido pelo Grêmio. Além de buscar a aprovação do plano de pagamento na CNRD, a direção agora precisa cumprir as exigências do fair play financeiro para evitar que as restrições tenham impacto maior no planejamento esportivo.