
A água distribuída nas cidades brasileiras atende aos padrões de potabilidade exigidos pelos órgãos reguladores. Ainda assim, o gosto mais acentuado de cloro ou mudanças no odor têm gerado questionamentos entre moradores e impactado um hábito essencial: a ingestão adequada de água.
Embora própria para consumo, alterações sensoriais podem reduzir a quantidade ingerida ao longo do dia, e a hidratação insuficiente está diretamente associada a sintomas como cansaço, dor de cabeça, constipação e queda de concentração. Crianças e idosos estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da baixa ingestão hídrica.
Para a empresária Camila Ribas Antunes, a percepção das famílias sobre a qualidade da água mudou nos últimos anos.
“A água faz parte da rotina diária e está diretamente ligada à saúde. Quando o sabor incomoda, as pessoas passam a questionar mais e buscar alternativas para melhorar a qualidade dentro de casa”, afirma.
Segundo ela, a preocupação vai além da questão sensorial. “Existe hoje uma consciência maior sobre prevenção. As famílias querem segurança, mas também conforto no dia a dia.”
Potabilidade e percepção
Do ponto de vista técnico, a engenheira de materiais Caroline Bueno explica que a água pode sofrer alterações ao longo do percurso entre o tratamento e a torneira.
“A água pode estar dentro dos padrões de potabilidade e ainda assim apresentar variações de gosto e odor. Interações com tubulações, reservatórios ou oscilações no processo de desinfecção podem influenciar essas características”, esclarece.
Ela ressalta que o cloro é essencial para eliminar microrganismos e garantir segurança sanitária, mas pode deixar sabor residual perceptível em determinadas situações.
Soluções complementares dentro de casa
Diante desse cenário, cresce a procura por sistemas domésticos de filtragem. Camila observa que o movimento tem sido constante.
“Muitas famílias procuram soluções que tragam mais tranquilidade. Quando a água tem gosto forte, é natural querer melhorar essa experiência, principalmente pensando na saúde de crianças e idosos”, diz.
Segundo a empresária, o mercado oferece hoje alternativas que conciliam eficiência e praticidade. “São soluções acessíveis e eficazes, com modelos que se adaptam a diferentes espaços e que também têm apelo estético. Isso contribui para que o cuidado com a água se torne parte da rotina da casa.”
Como funcionam os filtros
Caroline explica que os filtros atuam como uma barreira adicional entre a rede pública e o consumo final.
“Muitos sistemas utilizam carvão ativado, material com estrutura altamente porosa capaz de adsorver compostos responsáveis pelo gosto residual de cloro e reter partículas sólidas. É um mecanismo físico-químico eficiente quando corretamente dimensionado e mantido”, afirma.
A engenheira reforça que a manutenção é etapa decisiva. “Todo sistema filtrante possui vida útil. Após atingir sua capacidade de retenção, o desempenho diminui. Respeitar o prazo de troca dos refis é fundamental para manter a eficiência.”
Qualidade da água como cuidado preventivo
Além da filtragem, especialistas recomendam higienização periódica da caixa d’água e atenção ao consumo diário. Mais do que uma questão de paladar, a qualidade da água passou a integrar a pauta do bem-estar doméstico. E, cada vez mais, a conscientização começa pela torneira.
Especialistas reforçam que cuidados simples — como limpeza periódica da caixa d’água, atenção à ingestão diária e uso correto de sistemas de filtragem — fazem diferença na saúde a longo prazo.
Mais do que uma questão de paladar, a qualidade da água dentro de casa está diretamente ligada à prevenção. Garantir que ela seja não apenas potável, mas também agradável e confiável, é um passo importante para manter a hidratação em dia e proteger toda a família.
Assessoria de Imprensa