
O Paraná elegeu Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) para as duas vagas ao Senado nas Eleições 2026. Com 100% das seções apuradas, Barros recebeu 3.127.821 votos, enquanto Dallagnol somou 2.885.230 votos, segundo dados divulgados com base na apuração da Justiça Eleitoral. Apesar da eleição, a situação jurídica de Dallagnol ainda não está definida, e o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá analisar o caso.
Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos senadores pelo Paraná
Os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos para representar o Paraná no Senado Federal nas Eleições 2026.
Com 100% das seções eleitorais apuradas, Filipe Barros terminou na primeira colocação, com 27,31% dos votos válidos e 3.127.821 votos. Deltan Dallagnol ficou em segundo lugar, com 25,19% e 2.885.230 votos.
Os dois ocuparão as cadeiras que atualmente pertencem aos senadores Flávio Arns e Oriovisto Guimarães. Os novos mandatos terão duração de oito anos, com início previsto para 1º de fevereiro de 2027.
Filipe Barros
Natural de Londrina, Filipe Barros tem 35 anos e é formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Ele iniciou a trajetória política como vereador de Londrina e, posteriormente, foi eleito deputado federal pelo Paraná. Também exerceu novo mandato na Câmara dos Deputados e atualmente é presidente do diretório estadual do PL.
Com a eleição para o Senado, Barros passará a integrar a bancada paranaense na Casa a partir de 2027.
Deltan Dallagnol
Natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, Deltan Dallagnol tem 46 anos e é formado em Direito.
Dallagnol atuou como procurador da República e ficou conhecido nacionalmente por sua participação na Operação Lava Jato, tendo coordenado a força-tarefa em Curitiba entre 2014 e 2020.
Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Paraná, mas teve o registro de candidatura cassado pelo TSE em 2023, decisão que levou à perda do mandato.
Candidatura de Dallagnol ainda está sob análise
Apesar de ter sido o segundo candidato mais votado para o Senado, a situação eleitoral de Dallagnol ainda não está definitivamente resolvida.
No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido o registro da candidatura e determinado que os votos fossem considerados nulos.
No domingo (4), porém, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão e restabeleceu a situação da candidatura como “deferido com recurso”. Com isso, os votos de Dallagnol foram processados e considerados na apuração.
A decisão, no entanto, não encerra a discussão sobre a elegibilidade do candidato. O caso ainda deverá ser analisado pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral.
Resultado pode depender da decisão do TSE
Enquanto o plenário não julgar o caso, Dallagnol permanece com a condição de candidatura deferida com recurso.
De acordo com as informações divulgadas sobre o processo, uma eventual decisão definitiva pela inelegibilidade poderá afetar a validade da eleição para a vaga. A situação, portanto, ainda depende do julgamento da Justiça Eleitoral.