
A Pesqueiro Energia S.A., responsável pela Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio, divulgou nesta quinta-feira (29) uma terceira nota pública para esclarecer a situação da barragem localizada no Rio Jaguariaíva, entre os municípios de Jaguariaíva e Sengés, nos Campos Gerais.
No comunicado, a empresa afirma que não há risco de rompimento da barragem. Segundo a nota, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) também constataram que não existe risco iminente de rompimento da estrutura.
A avaliação foi feita durante uma reunião realizada na terça-feira (27), na Prefeitura de Jaguariaíva. O encontro contou com representantes da ANEEL, do IAT, das Defesas Civis municipais e estadual, do Corpo de Bombeiros, das prefeituras e de profissionais responsáveis pela usina.
Conforme registrado na ata da reunião, os órgãos fiscalizadores constataram, em conjunto, a ausência de risco iminente de rompimento da barragem.
A situação começou após a identificação de uma acomodação de materiais em um pequeno trecho da parte superior da barragem, durante o enchimento do reservatório. O caso levou à emissão de alertas e ao acompanhamento das condições da estrutura pelas autoridades.
Além disso, uma decisão judicial, solicitada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), impediu o início da operação comercial da usina até que fossem apresentadas comprovações técnicas sobre a segurança da barragem.
Na nota, a Pesqueiro Energia informa que acompanha diariamente as condições da estrutura, com inspeções visuais e medições da pressão da água e de possíveis deslocamentos. A empresa também afirma que novos estudos continuam sendo realizados conforme as orientações dos especialistas.
O comunicado é direcionado principalmente aos moradores de Jaguariaíva, Sengés e São José da Boa Vista. A empresa afirma que continuará trabalhando em conjunto com os órgãos responsáveis e que manterá a população informada sobre novidades relacionadas ao caso.
Em caso de dúvidas, a orientação é procurar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Confira a nota pública na íntegra.