Tomate fica mais caro no Paraná; Curitiba registra alta de 92,20%

O tomate está pesando cada vez mais no bolso dos consumidores paranaenses. Em Curitiba, a hortaliça acumula alta de 92,20% em 2026, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A valorização chama atenção principalmente após uma forte mudança nos preços. Em agosto, o tomate registrou queda de 10,94%. Já em setembro, o movimento foi contrário, com aumento de 37,76%.

No cenário nacional, a alta acumulada do produto chegou a 58,70% em 2026. Entre as regiões pesquisadas pelo IPCA, Curitiba aparece entre aquelas com os maiores aumentos, atrás de Belo Horizonte, com 93,61%, e do Rio de Janeiro, com 93,26%.

Mas o que explica uma disparada tão expressiva no preço de um alimento tão presente na mesa dos brasileiros?

Chuvas e temperaturas mais baixas afetaram a produção

Segundo a Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a alta está relacionada principalmente a fatores climáticos.

Um dos problemas foi o volume de chuvas acima da média nas principais regiões produtoras. As condições dificultaram os trabalhos no campo, afetando tanto a colheita quanto o acesso de máquinas agrícolas às lavouras.

Outro fator foi a ocorrência de temperaturas mais baixas durante a safra de inverno, o que atrasou a maturação dos frutos.

A combinação desses problemas reduziu a oferta de tomate no mercado interno. Com menos produto disponível para comercialização, os preços avançaram e chegaram às feiras e aos setores de hortifruti dos supermercados.

Quando o preço do tomate pode diminuir?

A expectativa é de que a oferta e os preços comecem a se estabilizar nas próximas semanas, conforme novas colheitas entrem no fluxo de comercialização e cheguem ao consumidor.

Segundo a Ceagesp, o volume de tomate comercializado em outubro ainda estava abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Apesar disso, já havia uma ligeira recuperação na comparação com setembro deste ano.

Um exemplo é o tomate italiano, cujo volume de entrada no Entreposto da Ceagesp, em São Paulo, havia caído 31% em relação a 2025. Em outubro, porém, a oferta apresentou recuperação de 5,2% na comparação com o mês anterior.

A tendência, portanto, é de melhora gradual na disponibilidade do produto, mas não há garantia de que os preços voltem imediatamente aos patamares anteriores.

Enquanto a oferta não se normaliza, o tomate continua sendo um dos itens que exigem atenção dos consumidores na hora de organizar as compras e o orçamento doméstico.

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