
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu um mandado de prisão temporária contra o segundo suspeito de envolvimento no homicídio de Luiz Eduardo Batista Simão, motoboy assassinado em uma área rural de Ponta Grossa. A operação ocorreu no bairro Umbará, em Curitiba, e também incluiu mandados de busca e apreensão na residência do investigado, de 44 anos.
Segundo a Polícia Civil, o homem teria atuado como coautor e executor da emboscada. As investigações apontam que ele teria sido recrutado para participar do assassinato mediante a quitação de serviços mecânicos e o fornecimento de peças avaliados entre R$ 20 mil e R$ 27 mil.
Durante as buscas, os policiais apreenderam o veículo que teria sido utilizado no deslocamento até o local do crime, aparelhos celulares e quatro armas de fogo: uma carabina calibre .36, dois revólveres calibre .45 e um revólver calibre .357.
De acordo com a PCPR, o calibre .45 é o mesmo utilizado no homicídio. A informação divulgada pela polícia, porém, não afirma que uma das armas apreendidas tenha sido individualmente identificada como a utilizada para matar a vítima.
A investigação contou com cruzamento de dados, trabalho de inteligência policial e análise de imagens de câmeras de segurança e registros de radares. Conforme a Polícia Civil, os levantamentos indicaram que os envolvidos utilizaram um automóvel sedan prata, de modelo de luxo, no deslocamento de Curitiba até a região do crime.
Os registros eletrônicos apontaram a presença do veículo no perímetro e em horários coincidentes com a execução. Segundo o delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo Timossi, a análise dos registros de tráfego e dos dados telemáticos contribuiu para vincular o segundo suspeito ao homicídio.
O homem teve a prisão temporária cumprida e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Como o motoboy foi atraído para a emboscada
Luiz Eduardo Batista Simão foi morto em 5 de junho de 2026. Ele trabalhava como motoboy em Curitiba e, segundo a investigação, foi atraído até uma área rural de Ponta Grossa por meio de uma falsa solicitação de frete no valor de R$ 400.
A vítima se deslocou até o endereço indicado, na região do bairro Cará-Cará, para realizar a suposta entrega. Ao chegar à estrada informada, teria sido surpreendida por uma emboscada e atingida por disparos de arma de fogo.
O corpo foi localizado no dia seguinte, 6 de junho, ao lado da motocicleta, na região da Rodovia do Talco, nas proximidades da PR-513, no sentido do distrito de Itaiacoca.
O caso passou a ser investigado pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. A apuração buscou esclarecer as circunstâncias do ataque, identificar os envolvidos e estabelecer a motivação do crime.
Desavenças comerciais são apontadas como motivação
Conforme a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por desavenças comerciais iniciadas em 2019, relacionadas a serviços prestados em uma oficina mecânica. Os conflitos teriam se prolongado ao longo dos anos.
A investigação aponta que essas desavenças estariam na origem do planejamento do crime. A suposta entrega de R$ 400 teria sido utilizada para atrair Luiz Eduardo até o local onde ocorreu a emboscada.
Primeira fase levou à prisão de outro suspeito
Em 19 de agosto de 2026, a Polícia Civil realizou a primeira fase da operação e cumpriu mandados judiciais contra o primeiro suspeito, apontado pela investigação como responsável pela oficina mecânica envolvida nas desavenças comerciais.
Na ocasião, foi cumprido um mandado de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão. A investigação também identificou o uso de dados de terceiros na linha telefônica e nas contas virtuais empregadas para organizar a emboscada.
Segundo a PCPR, o primeiro investigado teria utilizado os dados de uma terceira pessoa, com quem também mantinha desavenças, numa tentativa de dificultar a apuração e direcionar as suspeitas a alguém que não teria participação no crime.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, após ser preso e interrogado, o primeiro suspeito confessou o plano criminoso, mas teria tentado dificultar a identificação do comparsa. A investigação prosseguiu para esclarecer a participação de outras pessoas.
Rastreamento ajudou a identificar o segundo suspeito
Com o avanço das diligências, os investigadores analisaram dados telefônicos, registros de tráfego e imagens de câmeras de segurança e radares. Esses elementos, segundo a PCPR, permitiram identificar o veículo que teria sido usado no deslocamento até o local da emboscada e relacioná-lo ao segundo investigado.
A nova fase da operação resultou na prisão temporária do homem de 44 anos, em Curitiba, e na apreensão de armas de fogo, aparelhos celulares e do veículo investigado.
A Polícia Civil informou que as diligências fazem parte do trabalho de esclarecimento do homicídio. O segundo suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário, enquanto os elementos reunidos na investigação seguem sujeitos à análise das autoridades competentes.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná.
Entre no nosso canal oficial do portal Em PG é Assim no WhatsApp.