Justiça condena Léo Derik, do Athletico Paranaense, a 13 anos de prisão por violência sexual

Leonardo Derik cumprirá a pena em regime fechado; crimes envolveram agressões físicas e causaram graves danos psicológicos à vítima.
Léo Derik comemora gol do Athletico contra a Chapecoense — Foto: José Tramontin/athletico.com.br

A Justiça do Paraná condenou o jogador de futebol Leonardo Derik Dias Gonçalves, o Léo Derik, atleta do Athletico Paranaense, a 13 anos de prisão em regime fechado. Ele foi julgado e culpabilizado pelos crimes de violência sexual e psicológica cometidos contra sua ex-companheira em Curitiba. A sentença confirma a denúncia do Ministério Público, apontando que o jogador se prevaleceu das relações domésticas para constranger a vítima, mediante força física, a manter relações sexuais contra a sua vontade.

O primeiro crime reconhecido na condenação ocorreu na madrugada do dia 16 de dezembro de 2023, em uma residência no bairro Butiatuvinha. Na ocasião, Léo Derik agiu de forma violenta, segurando os braços e tapando a boca da vítima para impedir qualquer tipo de resistência ao abuso.

Reincidência e agressões físicas

A condenação também engloba um segundo estupro, registrado menos de dois meses depois, no dia 4 de fevereiro de 2024, em um apartamento no bairro Pinheirinho.

Neste episódio, a violência empregada pelo jogador foi ainda mais grave. Para forçar a conjunção carnal e anular a resistência da mulher, Léo Derick desferiu tapas e um soco na costela da vítima. Os fatos foram devidamente comprovados durante o processo por meio de boletins de ocorrência e depoimentos detalhados da ofendida.

Violência psicológica e laudos

Além dos crimes de natureza sexual, a sentença de 13 anos também pune o atleta do Athletico pelos danos emocionais severos causados à ex-companheira.

A Justiça acatou o entendimento de que a conduta do condenado degradou o comportamento e as ações da vítima, impondo constrangimento, humilhação e ridicularização constantes. A violência contínua trouxe graves prejuízos à saúde psicológica e à autodeterminação da mulher, o que foi atestado nos autos do processo por meio de relatórios psicológicos.

DENUNCIE: Se você sofre ou suspeita de algum caso de violência contra a mulher, não se cale. A culpa nunca é da vítima. Ligue para o número 180 (Central de Atendimento à Mulher). A ligação é gratuita, confidencial e funciona 24 horas por dia. Em casos de emergência, acione imediatamente a Polícia Militar pelo 190.

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