
O saguão do Aeroporto Santana, em Ponta Grossa, poderá receber o nome do engenheiro Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, que morreu após sofrer uma reação alérgica durante um ritual conhecido como “banho de óleo”, realizado após a conclusão de seu primeiro voo solo. A tragédia aconteceu no dia 16 de julho e ganhou repercussão nacional.
A indicação foi apresentada pelo vereador Geraldo Stocco (PV) na sessão desta segunda-feira (27) da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG). A proposta busca homenagear o jovem em um local que simboliza sua paixão pela aviação.
“A história do Gustavo ficou conhecida nacionalmente. Foi uma tragédia que marcou a vida da família. Uma forma de homenageá-lo, justamente em um local que ele amava, foi dar o nome dele ao saguão do nosso Aeroporto”, afirmou o parlamentar.
Segundo Stocco, a homenagem foi discutida com os familiares antes da apresentação da proposta.
“Conversamos com a família e entendemos que essa seria uma justa homenagem. O Gustavo amava a aviação e essa foi a forma que encontramos de prestar nossa homenagem póstuma a ele e à família”, explicou.
Engenheiro estudava havia oito anos para se tornar piloto
Gustavo Henrique de Lara era engenheiro eletricista, especializado em manutenção de equipamentos hospitalares. Morador de Ponta Grossa, deixou a mãe, um irmão e uma irmã, que vivem em Ipiranga, nos Campos Gerais.
Apaixonado por aviação, ele estudava havia oito anos para se tornar piloto. No dia 16 de julho, após realizar seu primeiro voo solo, participou de um ritual tradicional de comemoração conhecido como “banho de óleo”. De acordo com as equipes de socorro, após ter óleo derramado sobre o corpo, Gustavo sofreu uma reação anafilática, considerada a forma mais grave e rápida de reação alérgica. A condição provocou uma crise convulsiva e três paradas cardiorrespiratórias. Os socorristas conseguiram reverter as duas primeiras, mas o piloto não resistiu à terceira.
Assessoria de Imprensa