Artista expõe “Papel do Tempo” no curso de Artes da UEPG

Exposição de Sebastião Natalio reúne cerca de 80 obras em papelão e segue até 10 de novembro na UEPG
Foto: Divulgação.

Há dois anos desde que expôs “Arte Incidental: se essa rua (arte) fosse minha”, o jornalista e artista visual, Sebastião Natalio retorna com o “Papel do Tempo”. São cerca de 80 trabalhos produzidos em papelão, caixas e no próprio papel, material que o artista adotou para suas criações. A proposta foi selecionada no edital da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex-UEPG) e premiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc – Cultura Viva, pelo Núcleo de Cultura Fauepg.

Desde fins, dos anos 80, Sebas, como é conhecido no meio artístico, utiliza-se do papelão, considerado por ele como versátil pelas suas inúmeras possibilidades. A primeira exposição com papelão foi uma instalação realizada na Feira de Cultura Rodamoinho, no Parque do Mato, em Campo Largo, onde era um dos organizadores. O artista utilizou uma caixa de geladeira, com algumas colagens e abriu uma “porta” para que as pessoas pudessem entrar e deixar seus escritos (poesias, queixas, frases de efeito etc). Desde lá, Sebas utiliza esta plataforma nas suas produções. Em suas pesquisas e contatos com artistas, principalmente do leste europeu, ele identificou que o material é amplamente utilizado, muito pela facilidade de acesso, além da possibilidade de reciclar algo que estaria sendo dispensado na natureza.

Em 2020, com a pandemia de Covid-19, com a impossibilidade de sair de casa e o fechamento das lojas de materiais artísticos, o artista adotou as caixas de papelão recolhidas em supermercados, farmácias ou encomendas e produzia sobre elas. Colagens, desenhos, pinturas à acrílica, rasuras, cortes e outras intervenções eram empregadas nas obras. No contexto da pandemia, muitas das suas obras retratavam o caos desse período, que resultou em mais de 700 mil mortes no Brasil.

Fins de 2021, o artista foi afetado por um câncer, o que não o impediu de continuar criando. Na produção, ele retratou com alguma angústia ou com bom humor alguns momentos desse período.  Ainda no final de 2024, com o câncer controlado e aparente boa saúde, o artista sofreu outro revés, dessa vez por conta de uma metástase nos ossos (ainda em tratamento). Nem assim deixou de produzir e muitas das suas obras foram feitas entre 2024/25.

“Sempre pensei que se eu parasse de criar, o resto todo pararia. A arte tem me ajudado a vencer esses perrengues e manter a cabeça atenta, pronta para novas produções”, revela Sebas.

Na exposição, o visitante vai se deparar com obras repletas de teor psicológico, algumas mais intensas, com uma fina ironia e outras bem humoradas, mas sempre atuais. A ideia do curso é fazer um diálogo com os estudantes de Artes na busca de fazer uma ponte entre eles e o que os artistas estão produzindo em seus estúdios. Como parte da atividade, a curadoria é da aluna Amanda Baba e da professora Ariane Salgado, à frente na montagem da exposição, que integra ensino e extensão.

A exposição inicia nesta segunda, 6, às 18h30 e segue até 10 de novembro, na Sala 41, da Central de Salas, no curso de Artes da UEPG.

Assessoria de Imprensa

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